Paladar – Estadão

E essa semana foi a vez do Paladar vir conhecer a nossa padaria e também gravamos um vídeo.

Em nome do D.O.M

14 de julho de 2011

Em Nome do Pão, a padaria de Alex Atala, começou a funcionar – não, a casa ainda não abriu as portas ao público. Mas enquanto não sai o alvará, os fornos trabalham para abastecer o D.O.M, o Dalva e Dito e alguns clientes como os restaurantes Fasano e Tre Bicchieri.

Quem comanda a padaria é o chef e sócio Rogério Shimura, que chegou ao D.O.M em 2009 para uma consultoria de dois meses e foi ficando. Sua equipe é formada por nove mulheres e um homem – um estagiário contratado “a pedido das meninas, que estavam carregando muito saco de farinha”. Shimura conta que elas são suas ex-alunas do curso de Panificação e Confeitaria na Universidade Anhembi Morumbi. Por que só mulheres? “Não foi proposital, selecionei os melhores alunos”, diz.

A padaria, que o Paladar visitou em primeira mão, é envidraçada para que os clientes possam acompanhar a movimentação. O ambiente da loja, que ainda está em obras, segue o mesmo padrão de decoração do D.O.M.

Os equipamentos foram feitos sob medida por uma empresa nacional. Shimura queria um forno de lastro que soltasse mais vapor que o usual, “para fazer um pão com casca”. A câmara fermentadora movida a baixa temperatura demorou dois anos parta ser feita. Para que serve? “Numa fermentadora comum, com temperaturas elevadas, se atinge o limite em algumas horas e tem de tirar o pão dali. Na fria, você pode deixá-lo por até 24 horas”, diz Shimura. Graças a ela, os clientes poderão escolher no balcão o pão que será assado na hora (em cerca de 12 minutos).

A lista de pães da casa, todos de fermentação natural, inclui brioches, pães de noz, de ervas, pão de queijo, broa de milho e até o pão ‘baiano’ (servido com queijo e manteiga derretida). Ah, tem ainda o nada modesto croissant – exigiu uma sala só para ele, com temperatura controlada.

Você poderá comprar ali também o pão de miga do Fasano, o pão de campanha do Tre Bicchieri, as baguetes da Nina Horta e a ciabatta do Insalata .

ASSISTAM O VÍDEO.


Que tal uma máquina de fazer pão? Nós testamos

Quebra-cabeça. O padeiro Shimura (no centro) demorou para entender o manual e perdeu seis fornadas

 Equipe D.O.M. Restaurante

 

As panificadoras automáticas ou, se preferir, máquinas elétricas caseiras de fazer pão estão cada vez mais comuns nas prateleiras das grandes redes de eletrodomésticos. As três marcas mais encontradas no mercado – Arno, Mondial e Britânia – foram testadas, a pedido do Estado, pelo padeiro do restaurante D.O.M., Rogério Shimura, que também é professor da Universidade Anhembi Morumbi.

Apesar de semelhantes, as máquinas tiveram desempenhos diferentes. Para Shimura, “a La Baguette, da Arno, faz o melhor produto”. No entanto, todas fizeram o padeiro e sua equipe quebrarem a cabeça para operá-las. Foram três tentativas para cada máquina até que as instruções dos manuais fossem compreendidas. E as duas primeiras fornadas de cada eletrodoméstico acabaram no lixo.

“O primeiro erro foi cometido porque a quantidade de farinha indicada no manual estava em mililitros e não gramas”, afirma. “Os manuais da Mondial e da Britânia pediam cerca de 960 ml de farinha. Não percebi e coloquei quase um quilo”, diz Shimura. Se tivesse convertido a medida do manual, ele teria usado apenas metade da quantidade de farinha que colocou na máquina. “A medida deveria estar em gramas para não induzir ao erro”, comenta.

O manual da Arno tem letras grandes e é mais detalhado. “Nele, há uma lista dos problemas que podem aparecer e dicas de como resolvê-los.” Para o padeiro, no entanto, a máquina perde na estética do produto final. “O pão não fica uniforme. E, por isso, o da Mondial e da Britânia ganham em beleza.”

Cuidados. Em segundo lugar na avaliação ficou a Britânia e, em terceiro, a Mondial. “A última não bate tão bem os ingredientes e sobra farinha na forma.” A integração do glúten – um dos componentes da farinha – com a água e a ação mecânica do bater dão a estrutura do pão. “Se o processo não é bem feito, o pão fica a desejar.” Shimiro ainda orienta o consumidor a tomar cuidado com a cesta interna da máquina. “Ela aquece muito. Para tirá-la, é necessário uma luva térmica.”
AS DIFERENÇAS
Arno LaBaguette: Tem forma antiaderente de 1,5 kg e 14 programas diferentes. O programa mais rápido é de 1h20 e o mais longo, de 3 horas. O manual pede 6 gramas de fermento seco na massa. Shimura diz que é muito. Aconselha a metade disso. “Se você coloca muito fermento, em qualquer massa, o pão fica com gosto e cheiro de fermento, ou seja perde sabor e aroma.”
Panificadora Premium Mondial: Design moderno, forma antiaderente e 12 programas de preparo. É o manual escrito com as menores letras. Os medidores que equivalem a colher de chá e de sopa vieram invertidos. Também falta unidade de medida na quantidade de fermento que a receita determina no manual. Ele indica apenas que são duas colheres.

Multipane Britânia: Com 12 programas, faz quatro tamanhos de pães, com até 1,2 kg e três ajustes de cor. Segundo o padeiro, a máquina faz um bom pão, mas ele cresce menos que o da Arno, por isso teve nota mais baixa. O modo mais rápido leva 50 minutos. Segundo Shimura, é pouco tempo. Como as outras máquinas, a massa fica melhor na programação longa.

fonte: Estadão

 

Matéria de 18/09/13 na FOLHA COMIDA sobre Panificadoras Automáticas clique AQUI.